Orçamento com margem
Custo por visita e margem de contribuição aplicados ao preço, em vez de copiar o valor do bairro.
Os termos de diarista, equipe e empresa de limpeza — em português claro, com a conta ao lado quando existe uma.
Definições escritas pela Equipe MaidPilot. Revisão: outubro de 2026. Exemplos numéricos são contas ilustrativas, não pesquisa de mercado.
Este glossário não é dicionário de produto: é vocabulário de gestão. Cada verbete responde a uma pergunta que aparece no dia a dia de quem vende limpeza — quanto custa a visita, quanto sobra no fim do mês, por que o cliente saiu, como cobrar sem constrangimento. Onde existe fórmula, ela está escrita para você aplicar com os seus números, porque nenhuma média de mercado substitui o seu custo real.
Quanto custa conquistar um cliente novo, somando dinheiro e tempo. Entram anúncios, panfletos, brindes, comissão de indicação e as horas que você gasta respondendo orçamento. O total só faz sentido dividido pelo número de clientes que de fato fecharam no mesmo período.
Como medir: CAC = investimento em aquisição no período ÷ clientes novos no período. Exemplo ilustrativo, com números inventados só para mostrar a conta: R$ 600 em anúncio mais R$ 400 em tempo próprio no mês, 5 clientes novos → CAC de R$ 200 por cliente.
Lista fechada do que precisa ser feito em um serviço, na ordem em que será conferido. Existe para o resultado não depender de quem executa e para o cliente ver o que está incluído. Checklist útil cabe em uma página e usa verbo de ação, não adjetivo.
Como usar no orçamento: Cada bloco do checklist pode virar um item de preço (cozinha, banheiros, área externa). Isso evita a conversa de "não estava incluso" depois que o serviço terminou.
Percentual de clientes que param de contratar em um período. Em limpeza recorrente, churn raramente é só preço: mudança de endereço, uma visita mal feita e falha de comunicação pesam mais do que alguns reais de diferença.
Como medir: Churn = clientes perdidos no período ÷ clientes ativos no início do período × 100. Exemplo ilustrativo: 4 perdas com 80 clientes ativos no início = 5% no mês.
Documento que fixa o combinado: escopo, frequência, preço, prazo de pagamento, aviso prévio e o que acontece em caso de dano. Não precisa ser longo; precisa ser específico e ter data.
Como usar: Contrato de prestação de serviço não é contrato de trabalho. Escrever que não há vínculo empregatício não decide a questão sozinho: a análise é jurídica e depende de como o dia a dia acontece. Leve o modelo ao seu advogado.
Tudo que sai do caixa para realizar uma visita: insumos, deslocamento, horas da equipe e a fatia dos custos fixos (aluguel de sala, software, telefone) que cabe àquela visita. É o número que diz se o preço tem margem ou só tem movimento.
Como medir: Custo por visita = (insumos + deslocamento + horas × valor da hora + custos fixos rateados) ÷ visitas no período. Exemplo ilustrativo: R$ 1.200 de custo direto e fixo rateado em 40 visitas = R$ 30 por visita, antes de qualquer margem.
Profissional que limpa um imóvel na frequência combinada com o morador, normalmente sem vínculo de emprego e com vários clientes na semana. No uso do dia a dia, a palavra também descreve quem trabalha sozinha e cuida da própria agenda, do orçamento e da cobrança.
Como usar no orçamento: O deslocamento entre clientes é o custo que ninguém põe na conta. Agrupar atendimentos por bairro muda a margem real sem mudar o preço cobrado.
Preço de uma visita avulsa, sem compromisso de recorrência. Costuma ser mais alta por visita do que o valor de um contrato semanal, porque o deslocamento e a organização custam o mesmo para uma única ida.
Como usar no orçamento: Use a diária como preço-teto e o valor recorrente como preço de fidelidade. Se a diferença entre os dois for pequena, o recorrente não está sendo valorizado.
Modelo em que a equipe não tem base fixa: sai de casa ou de um ponto combinado e atende vários imóveis no mesmo dia. Exige rota definida, material controlado e comunicação rápida com quem coordena.
Como medir: Acompanhe visitas concluídas por dia e minutos entre um imóvel e outro. Rota montada na hora é o que mais come margem nesse modelo.
A fronteira do que está e do que não está incluído no serviço. Dizer o escopo em uma linha — "inclui banheiros, não inclui área externa nem lavagem de tapete" — resolve mais conflito do que qualquer desconto.
Como usar no orçamento: Preço sem escopo é convite a retrabalho não pago. Se o cliente pedir algo fora da lista, é aditivo, não cortesia.
Documento que cobra um valor por um serviço prestado: quem cobra, quem paga, o que foi feito, quanto e até quando. É peça de cobrança, não é documento fiscal.
Como usar: Numere as faturas e ligue cada uma a um serviço ou contrato. Isso permite saber o que está em aberto sem abrir planilha.
Limpeza completa do imóvel, feita de ponta a ponta, em geral com mais tempo por visita do que a manutenção leve. Alcança o que a rotina semanal não alcança, como rodapés, azulejos e parte interna de armários — desde que esteja no escopo.
Como usar no orçamento: Descreva a faxina por cômodo e por tempo estimado. Preço por metro quadrado só é confiável depois de você medir o próprio tempo em imóveis parecidos.
Serviços de apoio à operação de outra empresa: limpeza, conservação, portaria, manutenção. É o cliente que compra por contrato, pede relatório e avalia por indicador.
Como usar: Contrato de facilities costuma exigir prova de execução e fatura mensal. Combine o formato da evidência antes de assinar, não depois do primeiro mês.
Profissional que cobre a falta de quem foi escalado, por atestado, férias ou imprevisto. Sem folguista combinado, uma falta vira cancelamento — e cancelamento em cima da hora costuma custar o cliente.
Como medir: Conte os serviços remarcados por falta de equipe no mês. Se o número não é raro, o problema é dimensionamento de escala, não azar.
Percentual do que foi faturado e não foi recebido no prazo. Em limpeza residencial, boa parte não é calote: é fatura esquecida, link de pagamento que não chegou ou Pix feito sem aviso.
Como medir: Inadimplência = valor vencido e não pago ÷ total faturado no período × 100. Acompanhe também a idade do atraso: cinco dias e sessenta dias pedem conversas diferentes.
Produtos e materiais consumidos na execução: detergente, desinfetante, panos, sacos, luvas. É custo variável, porque cresce com o número de visitas.
Como usar no orçamento: Divida o gasto mensal de insumos pelo número de visitas do mês e some ao custo por visita. Exemplo ilustrativo: R$ 400 de insumos em 50 visitas = R$ 8 por visita.
Pessoa que demonstrou interesse: pediu preço, preencheu um formulário ou chamou no WhatsApp. Lead não é cliente; entre um e outro existe orçamento, acompanhamento e decisão.
Como medir: Conversão = clientes fechados ÷ leads recebidos × 100. Exemplo ilustrativo: 10 fechamentos em 40 leads = 25%. Guardar o motivo de cada perda vale mais do que o número.
Limpeza com mais tempo, mais produto e mais detalhe do que a manutenção de rotina, normalmente cobrada à parte. Alcança áreas que a faxina comum não alcança, como atrás de móveis e teto de banheiro.
Como usar no orçamento: Cobre por tempo estimado e deixe a estimativa por escrito. Limpeza pesada vendida como faxina comum derruba a margem do mês.
Quanto de receita um cliente deixa enquanto continua contratando. É o número que justifica investir em aquisição e em retenção ao mesmo tempo, porque mostra que o cliente não vale só a primeira visita.
Como medir: LTV aproximado = ticket médio mensal × margem de contribuição em percentual × meses de permanência. Exemplo ilustrativo: R$ 300 por mês, margem de 40% e 24 meses de casa → R$ 2.880 por cliente.
O que sobra de cada serviço depois de pagar os custos que só existem porque aquele serviço foi feito: insumos, deslocamento e horas da equipe. É esse valor que paga aluguel, software, impostos e o seu pró-labore.
Como medir: Margem de contribuição = preço − custos diretos. Em percentual: (preço − custos diretos) ÷ preço × 100. Exemplo ilustrativo: preço R$ 250 e custos diretos R$ 150 → R$ 100, ou 40%.
Regime simplificado para quem trabalha por conta própria e fatura até o limite legal anual. Recolhe um valor mensal fixo (DAS) e tem obrigações simples, mas reais: declaração anual, limite de faturamento e registro de atividade.
Atenção: Valores e limites mudam por lei. Confira o número vigente no Portal do Empreendedor (gov.br) e confirme com seu contador. Aqui é definição de termo, não orientação fiscal.
A parte da receita que se repete todo mês por contrato: as faxinas semanais, o contrato do condomínio, a limpeza mensal do escritório. É o que permite prever o mês seguinte sem depender de indicação nova.
Como medir: MRR = soma dos contratos recorrentes ativos no mês. Serviço avulso entra como receita, mas não como recorrente: misturar os dois esconde a queda de base.
Cliente que não está no imóvel ou cancela quando a equipe já saiu. O custo não é só a visita perdida: é o deslocamento, a hora da equipe e o horário que poderia ter sido vendido a outro cliente.
Como medir: Conte no-shows por mês e multiplique pelo valor da visita. Confirmação na véspera reduz o número e é uma das razões para automatizar o lembrete.
Documento fiscal que registra a prestação do serviço para fins tributários. É diferente da fatura: a fatura cobra, a nota fiscal declara. Em serviços, o documento usual é a NFS-e, emitida no sistema da prefeitura ou por emissor autorizado.
Como decidir: Quem define se você precisa emitir em cada serviço é a legislação do seu município e o seu regime tributário. Leve essa pergunta ao contador antes de montar o fluxo de cobrança.
Estimativa de preço enviada antes do serviço, feita a partir de escopo, tempo e custo. É o começo da negociação, não o fim: orçamento pode ser ajustado, proposta aceita vira contrato.
Como usar: Calcule de baixo para cima (custo por visita mais margem desejada) e só depois compare com o preço praticado no bairro. O contrário faz você copiar o preço de quem não sabe a própria margem.
Registro de um serviço específico: data, endereço, o que será feito, quem executa e quanto custa. Em operação pequena, é o que liga a agenda à fatura — sem ela, a cobrança depende de memória.
Como usar: Numere as ordens e cite o número na fatura. Em caso de reclamação, você sabe exatamente o que foi combinado e quem executou.
Limpeza depois de reforma ou construção, com resíduo de obra: pó fino, respingo de tinta, cimento e resto de material. Exige mais tempo, mais produto e, muitas vezes, visita em duas etapas.
Como usar no orçamento: Cobre por etapa e faça uma visita de avaliação antes de fechar. Pós-obra orçado no escuro costuma dar prejuízo, porque o resíduo só aparece quando a limpeza começa.
Quanto de área a equipe entrega por hora trabalhada, considerando o tipo de limpeza. Serve para estimar tempo de visita e, com isso, preço.
Como medir: Produtividade = metros quadrados limpos ÷ horas trabalhadas. Meça em serviços parecidos, porque pós-obra e manutenção leve não se comparam. Exemplo ilustrativo: 120 m² em 3 horas = 40 m² por hora.
Documento comercial que transforma o orçamento em decisão: escopo, preço, condições de pagamento, prazo de validade e próximos passos. Proposta boa se assina sem precisar de reunião.
Como usar: Coloque validade. Proposta sem prazo vira referência de preço para o concorrente no ano seguinte.
Contrato de visitas que se repetem em um ritmo definido: semanal, quinzenal ou mensal. É o que dá previsibilidade de agenda, de receita e de compra de insumos.
Como medir: Recorrência = clientes com contrato ÷ total de clientes ativos. Em limpeza, esse número explica melhor o futuro da empresa do que o faturamento do mês.
O outro lado do churn: quanto da base você mantém. Retenção se constrói com resultado consistente, comunicação no dia do serviço e cobrança sem atrito.
Como medir: Retenção = (clientes ativos no fim − clientes novos no período) ÷ clientes ativos no início × 100. Acompanhe junto com churn, porque um número sozinho engana.
Sequência de imóveis atendidos no dia, na ordem que reduz deslocamento. Rota boa é decidida antes de sair de casa, não no meio do caminho.
Como medir: Minutos de deslocamento ÷ horas trabalhadas no dia. Quando o deslocamento passa de um quinto do dia, a rota está custando dinheiro.
Valor médio por serviço ou por cliente em um período. É a primeira comparação que qualquer dono de empresa de limpeza faz — e a mais fácil de distorcer, porque mistura visita avulsa, contrato e limpeza pesada no mesmo cálculo.
Como medir: Ticket médio = receita do período ÷ número de serviços (ou de clientes). Separe por tipo de serviço antes de tirar conclusão.
Rotatividade de profissionais: quantos entram e quantos saem em um período. Turnover alto custa treinamento repetido e padrão de limpeza inconsistente, e é o que mais aparece na reclamação do cliente.
Como medir: Turnover = desligamentos ÷ média de profissionais no período × 100. Compare com o número de reclamações: quase sempre andam juntos.
Conferência feita antes de assumir um imóvel ou um contrato novo, para registrar o estado inicial e alinhar expectativa. Em pós-obra e condomínio, é o que evita você ser cobrado por dano que já existia.
Como usar: Registre por escrito, com data. Uma lista curta e algumas fotos valem mais do que uma discussão meses depois.
Nenhum exemplo deste glossário é pesquisa de mercado. Os valores aparecem para mostrar a mecânica da conta e estão identificados como ilustrativos no próprio texto. Onde o número depende de lei — MEI, nota fiscal, contrato — a página diz explicitamente para conferir na fonte oficial e com o seu contador, em vez de publicar um valor que muda por município e por ano.
Se você encontrar um erro de definição ou uma conta que não fecha, escreva pelo contato: a correção entra com a data de revisão atualizada. O critério editorial está na política editorial.
Termo definido não paga conta. O passo seguinte é colocar cliente, imóvel, serviço e fatura no mesmo lugar — e medir com os seus números.
Custo por visita e margem de contribuição aplicados ao preço, em vez de copiar o valor do bairro.
Fatura ligada ao serviço, com vencimento e histórico por cliente, para a inadimplência não virar rotina.
Série semanal, quinzenal ou mensal com equipe atribuída, para MRR e retenção deixarem de ser conceito.
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Faixas para faxina, pesada e pós-obra.
Escopo, custo e margem no mesmo documento.
Frequência, preço e aviso prévio.
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